O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital dispõe, desde o ano letivo 2015/2016, de uma Unidade de Multideficiência e Surdocegueira Congénita. Esta Unidade dá resposta a cinco alunos de vários níveis de escolaridade.

Os alunos estão integrados nas turmas onde desenvolvem a atividade letiva de acordo com a sua problemática e as atividades não letivas. Os técnicos da unidade completam as ações de acordo com o preconizado nos Programas Educativos dos Alunos. A equipa multidisciplinar, que inclui os técnicos, os professores de educação especial e os professores titulares de turma, articula, diariamente, com a finalidade de promover a inclusão dos alunos.

A unidade funciona diariamente das 8h30m às 17h10m.

Com a criação deste espaço o nosso Agrupamento oferece uma resposta de qualidade educativa para os alunos que necessitam de um ensino mais individualizado, para além de uma melhoria significativa das condições físicas onde decorrem as suas atividades.

PARA QUE FIQUE A CONHECER MELHOR…

 

O que são as Unidades de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência e Surdocegueira Congénita?

As unidades especializadas são estruturas integradas nos estabelecimentos de educação ou de ensino, de referência na disponibilização, em complemento da modalidade geral de educação escolar, de competências para a educação especial, incluindo metodologias e estratégias de intervenção interdisciplinares e transdisciplinares.

 

Quais são os seus objetivos ?

Para além dos objetivos gerais da educação especial, as unidades especializadas prosseguem, em especial, os seguintes objetivos:

a) Assegurar a criação de ambientes estruturados, proporcionadores de segurança e significativos para as crianças e jovens, ricos em comunicação e linguagem e fomentadores de experiências reais, que promovam a aprendizagem de aspetos relacionados com o conhecimento de si próprios, dos outros e do mundo;

b) Promover o desenvolvimento da autonomia pessoal e social, na escola e na vida ativa;

c) Aplicar currículos centrados em experiências reais, que valorizem a comunicação como base das aprendizagens.

As unidades devem ser encaradas como um recurso ao serviço da comunidade escolar para reforçar a inclusão dos alunos. 

Pretende-se que os alunos com multideficiência possam realizar aprendizagens significativas, acerca de si próprios e do mundo que os rodeia, participar em atividades desenvolvidas com os seus pares sem necessidades especiais, alargando as relações sociais e as amizades, e tenham a possibilidade de ter iniciativas, tomar decisões e fazer escolhas. 

As aprendizagens devem ser organizadas de forma a promover a autonomia dos alunos, assegurar a participação ativa na comunidade e no mesmo contexto educativo que os seus pares sem NEE. Os alunos com multideficiência precisam integrar os ambientes comuns e “serem aceites como pessoas que contribuem, de forma positiva, para o dinamismo dos ambientes de aprendizagem” (DGIDC, 2005, p. 8).

 

Porque são criadas Unidades nas escolas?

As Unidades de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência e Surdocegueira Congénita ou Unidades de Apoio à Multideficiência foram criadas como uma resposta à necessidade de incluir na escola regular os alunos com problemáticas muito complexas, como o é a multideficiência. 

A criação de unidades especializadas é justificada pela exigência de recursos humanos e materiais específicos, escassos e de difícil generalização para a educação de alunos com multideficiência, pela diversidade de competências dos alunos a que deve corresponder uma variedade de estratégias possibilitadoras da vivência de experiências de sucesso e a promoção do desenvolvimento do aluno, permitindo-lhe aceder à informação e a oportunidades para se envolver ativamente nas aprendizagens e nas interações sociais (DGIDC, 2005).

 

O que é a multideficiência?

A multideficiência caracteriza-se pela combinação entre acentuadas limitações no domínio cognitivo e limitações acentuadas no domínio motor e/ ou no domínio sensorial. Os alunos com multideficiência apresentam limitações que os impedem de interagir naturalmente com o ambiente, o que coloca em risco o seu desenvolvimento e o acesso à aprendizagem. Os alunos com surdocegueira congénita apresentam acentuadas limitações na audição e na visão, que causam dificuldades na comunicação, comprometem a sua compreensão do mundo e a interacção com o que os rodeia, tendo graves implicações no seu desenvolvimento (DGIDC, 2005).